VALORANT Mobile: Confira todas as novidades sobre o jogo

5 min

Anunciado oficialmente para o mês de junho, VALORANT Mobile marca a expansão da franquia de FPS da Riot Games para os dispositivos móveis. A versão chega primeiro à China, um dos maiores mercados de jogos mobile do mundo, mas deve alcançar outras regiões ao longo dos próximos meses.

Desenvolvido pelo estúdio LIGHTSPEED, conhecido por títulos como PUBG Mobile, o jogo já está em fase de testes fechados e acumula uma série de vazamentos. Que anteciparam mudanças relevantes em relação à versão para PC.

O que é o VALORANT Mobile?

A proposta da Riot é clara: manter a essência competitiva do VALORANT. Porém, adaptando o ritmo, os controles e os recursos para o formato mobile. Isso inclui partidas mais rápidas, novas formas de desbloquear conteúdos cosméticos. Isso sem falar de modos de treino e até um sistema de replay nativo. Uma funcionalidade rara em jogos de tiro nos celulares.

Com 17 agentes disponíveis logo no lançamento, mapas exclusivos e skins inéditas, o VALORANT Mobile promete não ser apenas uma adaptação. Eles pretendem ser uma versão com identidade própria. A grande questão agora é: o título conseguirá manter o mesmo impacto competitivo do PC? Além disso, como atrair organizações e jogadores profissionais?

Nova jogabilidade, mudanças no formato e novos recursos

O VALORANT Mobile traz uma série de mudanças pensadas para otimizar a experiência em telas menores. A principal delas está no tempo das partidas: para vencer, o time precisa conquistar apenas oito rodadas. Dessa forma, reduzindo drasticamente a duração em comparação aos 13 rounds tradicionais do PC. Essa decisão visa tornar o jogo mais dinâmico e acessível, especialmente para quem joga em sessões curtas, algo comum no ambiente mobile.

A jogabilidade se mantém fiel à versão original, mas com ajustes cruciais na interface. A HUD será editável, permitindo que os jogadores reorganizem botões de tiro, habilidades e movimentação conforme suas preferências. Além disso, a Riot implementou um novo sistema de detecção de passos visuais. Dessa forma, exibindo na tela um ícone que indica a direção de inimigos próximos. Ou seja, uma solução interessante para a falta de precisão sonora em alguns dispositivos.

Além disso, outro destaque é o modo de treinamento personalizado, que lembra ferramentas como o Aim Lab. Os jogadores poderão treinar pre-fire, limpar ângulos e simular retomadas de sites em qualquer mapa. A Riot também confirmou o sistema de replay, algo inédito na franquia.

A princípio permitirá rever partidas completas diretamente no celular. Esses recursos prometem elevar o nível de preparação dos jogadores e oferecer uma camada extra de competitividade.

VALORANT Mobile e segurança: A falta do Vanguard

Um dos pontos mais delicados do VALORANT Mobile é a ausência do sistema anticheat Vanguard, presente na versão para PC. No lugar dele, a Riot optou por utilizar o Anti-Cheat Expert (ACE), desenvolvido pela Tencent. Enquanto essa seja uma solução já usada em outros jogos mobile, como PUBG, ela não possui o mesmo nível de robustez e controle do Vanguard.

O impacto disso já pode ser sentido. Durante a fase beta na China, surgiram relatos de jogadores utilizando trapaças, o que gerou críticas nas redes sociais. A comunidade teme que a integridade competitiva do jogo seja comprometida logo nos primeiros meses. Ainda mais em um momento em que a Riot tenta posicionar o VALORANT Mobile como uma nova referência no FPS mobile competitivo.

A decisão de não usar o Vanguard pode estar ligada a limitações técnicas. Afinal, esse tipo de sistema exige acesso profundo ao sistema operacional, algo delicado em dispositivos móveis. Ainda assim, a falta de transparência por parte da Riot sobre como pretende combater os cheaters acende um sinal de alerta. A resposta da desenvolvedora será crucial para garantir que o jogo cresça de forma saudável e sustentável.

Skins, monetização e o possível cenário competitivo

VALORANT-Mobile

O VALORANT Mobile também inova na forma como os jogadores poderão obter cosméticos. Além do tradicional ‘Passe de Batalha’ e dos eventos temáticos por temporada, o jogo terá sistemas inéditos. Por exemplo, caixas com recompensas, descontos temporários e até uma espécie de “roleta da sorte” chamada Luckypins.

Esse modelo lembra mecânicas comuns em jogos asiáticos. O que reforça o foco inicial no mercado chinês, mas também levanta questões sobre monetização agressiva.

Em relação ao competitivo, a própria Riot já sinalizou que vê potencial para transformar o VALORANT Mobile em uma nova frente de esports. A LOUD, organização referência no Brasil, demonstrou interesse em entrar no cenário, caso o jogo se torne popular. “Se houver demanda e estrutura, a LOUD entra”, disse o CEO Bruno “PlayHard”.

Com base sólida, sistema de treino, replays e uma comunidade já engajada, o título tem as ferramentas certas para construir um ecossistema competitivo. Por fim, resta saber se a Riot vai oferecer suporte oficial com torneios regionais, matchmaking ranqueado sólido e ações voltadas para organizações profissionais.

Lucas Bauth

Lucas Bauth

Lucas Bauth é jornalista especializado em esportes eletrônicos, com mais de 6 anos de experiência. Atualmente trabalha como editor-chefe na ExitLag, onde lidera a estratégia editorial e a produção de conteúdo otimizado para o Google News. Sua paixão é contar histórias com uma abordagem humanizada, focada em compreender profundamente os temas que cobre.

2353