A decisão de que a Riot Games remove premiações das ligas LEC, LCS e LCK a partir de 2026 representa uma das maiores mudanças estruturais da história do competitivo de League of Legends. A Riot Games confirmou que as principais ligas regionais da Europa, América do Norte e Coreia do Sul não terão mais prize pools em dinheiro para seus splits domésticos.
A reestruturação faz parte de uma transição para o novo Global Revenue Pool (GRP), um sistema centralizado de compartilhamento de receita. O objetivo declarado é aumentar a previsibilidade financeira e reduzir a dependência de premiações pontuais, consideradas insuficientes frente aos custos atuais das organizações.
Apesar do corte nas ligas tradicionais, o Brasil e a região do Pacífico foram mantidos como exceções.
LEC, LCS e LCK ficam sem prize pool regional

Com a mudança, a LEC, a LCS e a LCK deixam de oferecer premiação em dinheiro para os campeões e demais colocados de seus splits regionais.
Segundo a Riot, os valores pagos historicamente nesses torneios se tornaram “comparativamente pequenos” diante do aumento de salários, infraestrutura, logística e operações das franquias. Na visão da desenvolvedora, manter prize pools regionais já não cumpre papel relevante na sustentabilidade das equipes.
O desempenho competitivo continua sendo recompensado, mas agora de forma indireta, por meio do GRP.
Como funciona o Global Revenue Pool

O Global Revenue Pool redistribui receitas digitais geradas pelo ecossistema de esports, incluindo vendas de skins temáticas, itens relacionados a ligas e eventos internacionais.
O modelo é dividido em três pilares:
- 50% distribuídos igualmente entre todas as equipes Tier 1.
- 35% baseados em desempenho competitivo, considerando resultados ao longo da temporada.
- 15% atrelados ao engajamento de fãs, medido por métricas de audiência e consumo de produtos digitais.
A Riot afirma que o sistema cria estabilidade financeira e reduz a volatilidade causada por resultados pontuais em um único split.
CBLOL e LCP permanecem como exceções

Enquanto a Riot Games remove premiações das ligas LEC, LCS e LCK, o CBLOL e a LCP continuarão oferecendo pagamentos em dinheiro por colocação regional.
A justificativa oficial envolve modelos de parceria diferentes. No Brasil, a Riot reconhece que o prize pool ainda desempenha um papel central na sustentabilidade das organizações, especialmente na conexão com o Tier 2 e na mobilidade de talentos.
Na prática, o CBLOL passa a ocupar uma posição singular no ecossistema global. Ele mantém incentivos diretos por resultado competitivo, algo que desaparece nas ligas consideradas historicamente mais ricas.
Reações negativas no cenário internacional

A decisão provocou críticas imediatas de dirigentes e organizações. Arnold Hur, CEO da Gen.G, declarou ser “infeliz ver os prize pools sendo removidos da LCK”, especialmente em um período onde as equipes ainda buscam modelos de lucro sustentáveis.
A preocupação central é simbólica e prática. Para muitos, o fim da premiação regional enfraquece o valor do título doméstico e reduz a pressão competitiva ao longo da temporada regular.
Por outro lado, defensores do modelo apontam que a previsibilidade do GRP pode evitar colapsos financeiros que se tornaram frequentes nos últimos anos.
Torneios internacionais seguem com premiações altas
Apesar da mudança doméstica, a Riot confirmou que os principais eventos globais manterão premiações multimilionárias.
Continuam com prize pool financiado pelo GRP:
- Mid-Season Invitational
- Worlds
- First Stand (novo torneio internacional de abertura da temporada)
A lógica da Riot é clara. O incentivo financeiro máximo fica concentrado no palco global, enquanto as ligas regionais passam a funcionar como estruturas de desenvolvimento, audiência e distribuição de receita recorrente.
Um novo modelo para o LoL competitivo
O anúncio de que a Riot Games remove premiações das ligas LEC, LCS e LCK consolida uma mudança de filosofia. O League of Legends competitivo entra em uma fase menos dependente de prêmios diretos e mais próxima de ligas esportivas tradicionais, onde salários e receitas compartilhadas substituem bônus por torneio.
Para regiões como o Brasil, a manutenção do prize pool preserva uma vantagem estratégica. Para Europa, América do Norte e Coreia, 2026 marcará o início de um ecossistema financeiramente mais previsível, porém menos baseado em recompensas imediatas.